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sexta-feira, janeiro 13, 2006

 

Ano novo, vida nova! Este espaço fechou as suas portas. A partir de hoje, iniciamos um ciclo num novo endereço. É simples. Basta esquecer o hifen e compor as palavras por aglutinação. Ou então, clicar aqui. Simples. Há muito que planeávamos a restruturação gráfica deste espaço. Mas o excesso de trabalho, a falta de paciência ou o distanciamento fisico de material informático, foi boicotando esse propósito. Optou-se então pela solução mais fácil: criar um template de raiz e manter o actual como arquivo de uma primeira vida de criticas, alegrias, desabafos, tristezas, futilidades, euforias e picardias estéreis. Até breve, no novo endereço e, se os bancos facilitarem o crédito, com apresentação de reforços de Inverno.

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quarta-feira, janeiro 11, 2006

 

QUIM. Pouco antes de entrar na Luz fiquei incrédulo quando ouvi na rádio que Quim sentar-se-ia no banco. É certo que a estatura não o ajuda, é verdade que esteve lesionado e eram necessárias alternativas credíveis, é indesmentível que os frangos que deu em Braga não se deveram a debilidade física. Mas Quim no banco sem explicação, sem justificação credível e apenas porque Moretto é alto, aparentemente seguro nos postes e cruzamentos mas, apenas, com uma semana de casa. Vale a pena trabalhar assim?

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KARYAKA, O Desaproveitado?. Um jogador que só na pré-época mostrou a espaços algum valor técnico e pouco ou nenhum fisica ou tacticamente. Fez uns bons 10 minUtos nas Antas e depois voltou à habitual falta de esclarecimento na colocação e posse de bola além de uma irritante mania de colmatar erros por ele cometidos - quando o consegue fazer - com faltas e faltinhas que irritam os mais pacífico e observador dos adeptos. Lisboa é atrasada e o treinador só gosta de brasileiros: adeus Karyaka, para o Benfica B, para S. Petersburgo ou para a bancada...

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sexta-feira, dezembro 30, 2005

 

AOS BENFIQUISTAS, BOM ANO. Um Benfica campeão e de cara lavada na Europa. Acredito no sucesso nas duas frentes, em outro ano Glorioso.

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AOS LEITORES, BOM ANO. Afigura-se difícil numa conjuntura desfavorável - pareço político de carreira - mas que o saldo seja positivo. Será concerteza.

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BOM ANO, LEONOR!... e que viesse o Toldo. Parece que Moretto, o guarda-redes do Vitória de Setúbal, que foi dado como próximo do Benfica na reabertura do mercado, não vai para a Luz porque o seu empresário se chama José Caldeira e é irmão de Adelino Caldeira, administrador da SAD do FC Porto, pelo que, concluiu a imprensa especializada, cheia de razão, é bem mais provável que siga para o Estádio do Dragão, onde esperará pela reforma de Vítor Baía. Eu acho que isto não pode ser. Há uma lei qualquer que impede os administradores das SAD de estabelecer negócios com familiares. De qualquer maneira, é absolutamente indiferente. O Benfica jogará sempre com onze, sendo que um deles é guarda-redes, e com uma defesa de luxo que deixa pouco que fazer ao titular da baliza. E estrangeiro por estrangeiro, preferia o Toldo. Toldo não dá barracas. in A BOLA 29DEZ2005

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terça-feira, dezembro 13, 2005

 

Coincidências Será que alguém consegue descobrir rapidamente o que têm em comum Fernando, Lito e China (Naval), Mozer (Rio Ave), Davide (Braga), Gouveia (Gil Vicente), Tixier (U. Leiria) e N’Doye (Penafiel)? Eu digo-vos. Foram todos expulsos em jogos do Vitória de Guimarães. A razão para isso é futebol rendilhado e sempre fustigado por faltas do Vitória. A coincidência é que nenhum pode jogar com o adversário seguinte que, curiosamente, era o Futebol Clube do Porto. PS (1): Alguém tentou ainda acrescentar o Petit a esta lista. PS (2): Outra coincidência, contra o Marítimo apenas um jogador foi expulso (Carlitos da Naval) e por essa razão não jogou com o Benfica

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sábado, dezembro 10, 2005

 

Como eu odeio este Pato...

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"Foi o público, foi o ambiente, foi a maré vermelha, foi aquele clamor em crescendo até à tremenda explosão final que me impressionou. O regresso do ‘Inferno’! Eu não sou do Benfica mas sempre tive, digamos, um respeito especial pelas noites europeias da Luz: vi muitos jogos no estádio antigo e acho que o Benfica partia com meio golo de vantagem por conta do terceiro anel. Em noite de enchente (era quase sempre), aquilo impressionava e empolgava qualquer um: que fervor, que mística, que urro prodigioso descia daquela bancada! Não sei se se lembram, mas na 2.ª mão da meia-final com o Marselha (Abril de 1990), antes de o jogo começar, o Eusébio foi sozinho ao centro do campo e pôs-se a dar socos no ar, a convocar o ‘Inferno’. 120 mil pessoas começaram a gritar Ben-fi-ca!, Ben-fi-ca!, Ben-fi-ca! e a bater com os pés no cimento ao mesmo tempo. Eu estava na tribuna de Imprensa a ver aquele espectáculo simultaneamente sublime e aterrador ao lado de um jornalista francês do ‘Le Meridional’, e o desgraçado disse logo – “Estamos f...”. Assim foi. A mão de Vata. Com o Manchester United deu-se o regresso desse ambiente que fez a lenda das noites europeias da Luz. A enchente, a mole vermelha, o frenesim semelhante ao dos anos áureos. O ‘Inferno’ da Luz ressuscitado em boa hora e aposto que os jogadores do Benfica sentiram a diferença – eles bateram-se com determinação e generosidade equivalente ao apoio que lhes chegou das bancadas – maciço, incondicional, sentido." André Pipa, 'Correio da Manhã'

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sexta-feira, dezembro 09, 2005

 

AFINAL?. Tanta lábia, tanta vontade de aparecer nos media e o Tourizense vai mesmo antecipar o jogo do seu campeonato para encontrar o Benfica na Taça de Portugal. Para eliminar o Benfica, palavra de acessor de imprensa. A 19 de Novembro último, vociferava assim o porta-voz da equipa de Touriz em comentário que o Calcio Rosso também publicou: "Se calhar o mais difícil para o Tourizense foi ter ido eliminar o Paços de Ferreira em sua casa. Agora vamos entrar neste jogo com o Benfica para ganhar e desde já, se me é permitido, aqui deixo um recado para o sr. Koeman: não vamos adiar nenhum jogo para preparar a recepção ao Benfica, vamos continuar a cumprir o nosso calendário conforme está marcado e vamos jogar no dia 11 com o Benfica para ganhar!" Pois...

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quinta-feira, dezembro 08, 2005

 

BENFICA!

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quarta-feira, dezembro 07, 2005

 

Beto coloca Benfica nos «oitavos» da Champions. O Benfica alcançou esta noite uma vitória sem precedentes em casa frente ao Manchester United, por 2-1, golos de Geovanni e Beto. O campeão nacional entrou determinado em campo e mesmo tendo estado a perder conseguiu a reviravolta no marcador e derrotou os desnorteados «red devils». Koeman é, claramente, um dos grandes vencedores da noite. O técnico colocou inesperadamente Geovanni como ponta-de-lança e essa aposta foi ganha, tendo o extremo brasileiro jogado bem, surpreendido o adversário e... marcado um golo. O jogo começou da pior maneira para a equipa portuguesa, com o Manchester United a inaugurar o marcador através de Scholes, após um bom cruzamento de Neville, numa jogada em que a defesa «encarnada» foi surpreendida. Mas, por estranho que pareça, esse golo não catapultou os ingleses para a vitória. Os atletas ingleses estavam lentos e até parecia que já tinham a vitória conquistada... O Benfica, mais rápido, começou a apostar nas alas e aos 15 minutos chegou ao golo do empate. Nélson aproveitou os espaços concedidos, cruzou para a área, os defesa contrários ficaram a ver e Geovanni, de cabeça, restabeleceu a igualdade. A confiança dos jogadores do Benfica continuava a aumentar, perante a displicência do adversário, nos quais Cristiano Ronaldo, individualista, e Giggs, em péssima condição física, não conseguiam fornecer bolas aos avançados, que assim eram inconsequentes. Aos 32 minutos, o Benfica conseguiu a reviravolta no marcador. Beto aproveitou um mau alívio de O´Shea e rematou forte, com a bola ainda a embater num jogador do Manchester United e a impedir a defesa a Van der Sar. Os ingleses tentaram reagir, mas continuavam a revelar clara falta de discernimento e capacidade de passe para criar situações de perigo. Na etapa complementar, o técnico do Manchester United, Alex Ferguson, tirou Cristiano Ronaldo e Giggs e fez entrar mais avançados, mas o problema dos ingleses continuava no meio-campo, onde não tinham um jogador que fizesse a correcta transição defesa/ataque. As jogadas perigosas que conseguiam criar era através de iniciativas individuais e nas bolas paradas, mas a concentrada defesa do Benfica conseguiu sempre deter o adversário. De salientar ainda o facto de o Benfica ter jogado sem Simão, Miccoli, Manuel Fernandes e Karagounis e ter conseguido, mesmo assim, derrotar o (pseudo)favorito Manchester United, que entrou no Estádio da Luz a pensar que tudo já estava decidido. A vitória colocou o Benfica na segunda posição do Grupo D e, consequentemente, a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. A Bola

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El Benfica se mete en octavos y deja al Manchester fuera de Europa. El Manchester United quedó hoy eliminado de la Liga de Campeones al perder contra el Benfica (2-1), que remontó un tempranero gol de Paul Scholes y se clasificó como segundo del Grupo D, por detrás del Villarreal. Cuando había espectadores buscando su asiento, el lateral Neville apareció en la línea de fondo, pasó cómodamente al segundo palo, donde Scholes golpeó en semifallo el balón, que suavemente entró en la portería del Benfica, ante la mirada atónita del guardameta Quim, que comprendía cómo el conjunto inglés se pudo adelantar tan fácilmente. Tras este despiste, el Benfica se serenó y perdió el respeto al rival y se lanzó al ataque, sabedor de que sólo le valía una victoria, y en el minuto 16 el brasileño Geovanni puso el empate en el marcador, con un gol de plancha a pase desde la banda de su compatriota Nelson. Tras este movido inicio de partido, los dos equipos bajaron ligeramente el pistón, pues el miedo a cometer otro error defensivo y complicarse la vida era mayor a sus ansias de marcar el segundo. Pero el desequilibrio en el luminoso llegó en el minuto 34, cuando el brasileño Beto disparó desde la frontal con tal fuerza que Van der Sar apenas tuvo tiempo a reaccionar y ver cómo el balón entraba por segunda ocasión en su portería. El partido podría haber quedado sentenciado en un contraataque del Benfica, en el que Geovanni cayó en el área inglesa cuando se disponía a rematar a puerta, pero el árbitro le ordenó levantarse y que continuase el encuentro. Manchester apenas creó oportunidades, quitando el error de la defensa lusa que significó su primer gol y una gran volea de Scoles, que Quim desvió a saque de esquina cuando se encaminaba al fondo de las mallas. Van Nistelrooy perdona Tras el descanso, el conjunto inglés adelantó las líneas y aumentó la presión sobre la salida de la pelota, buscando complicar el fútbol local. El trabajo funcionó y la primera oportunidad llegó en el 57, cuando Van Nistelrooy recibió de espaldas en el área, abrió el balón a la derecha, desde donde Cristiano Ronaldo disparó cruzado, aunque demasiado para que el balón tomase camino de puerta. El Manchester no tenía mucho tiempo para levantar el partido y el técnico inglés, Alex Ferguson, sacó a un punta más, al delantero francés Saha, para aumentar la presión en ataque. La modificación táctica dio más poderío y dominio del partido a los visitantes, en buena medida porque el Benfica se olvidó de que tenía centrocampistas y hacia rápidas transiciones para intentar sorprender a una exigua defensa inglesa. Sin embargo, el conjunto lisboeta no tuvo la sangre fría para "matar" al Manchester United en las varias ocasiones de las que dispuso, aunque logró su objetivo: el pase a octavos de la Liga de Campeones. Marca

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MANCHESTER UNITED, LE FIASCO. La grosse surprise est donc venue de Lisbonne avec l'élimination de Manchester United. Les Anglais faisaient pourtant office de favori pour la première place en début d'exercice. Battu par Benfica, ils terminent finalement au quatrième rang, doublés par Lille à la différence particulière. Les Mancuniens avaient ouvert le score par Paul Scoles dès la sixième minute. Une joie et un avantage de courte durée puisque les Portugais ont égalisé dans la foulée par Geovanni (16e). Et le coup de massue est arrivé peu après la demi-heure de jeu par Beto, qui a doublé la mise pour Benfica (34e). Obligé de courir après le score, MU n'est jamais parvenu à revenir dans la partie, pas même après l'entrée en jeu de Louis Saha en seconde période. L'impressionnant trio offensif Van Nistelrooy-Rooney-Saha s'est montré impuissant, au grand désespoir de Sir Alex Ferguson, l'entraîneur écossais. Une page s'est certainement tournée pour le club mancunien mercredi soir à Lisbonne. Des changements devraient intervenir à la fin de la saison. L'Equipe

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DISMAL UNITED DUMPED OUT OF EUROPE. There will be severe ramifications and the kind of audit that may well see Sir Alex Ferguson dismissed next summer, but let all of that wait. This was a night of sporting poignancy, when Manchester United led, fell behind and for once found that all their passion could not bring about the sort of heart-stopping comeback for which they are famed. For the first time in 10 seasons, the Champions League group knockout phase will go ahead without them. Having finished bottom of Group D there is to be no berth in even the Uefa Cup. All that the team could do, as it expired in European football for this season, was to dedicate itself to the philosophy by which it once thrived. Only a straightforward victory or defeat in this game could have determined their fate without any reference being required to the result in the other group fixture. It was no part of the plan, so early in the night, to exchange an opener for a pair of Benfica goals in reply, but Ferguson had come with at least a desire to dictate the football fates. There was much to make him worry that his burning adventurousness would see him go down in flames. This, all the same, was an occasion when he would never have to rebuke himself for timidity. So stunned were Benfica in the opening minutes that they must have been totally unable to accept that United had come to their ground with a throwback formation. The Old Trafford club pines for its heyday and here was a retro approach. In the home of Benfica, a pair of United strikers could expect the service of two wingers. The temperament of Ronaldo, on the right, was wound so tight that, for a while, it twanged whenever the action came to him. The former Sporting Lisbon player had his emotions toyed with by a crowd renewing their animosity towards an old foe. One moment he was knocking the ball straight out of play and the next he was bursting on to a Paul Scholes pass, only for the goalkeeper Quim to smother at his feet. To the crowd's satisfaction, he would eventually be booked for a foul on Beto, but a yellow card was incidental to a contest that was working itself into a frenzy. United enjoyed the first excitement. Ryan Giggs dinked the ball right-footed to the flank and Gary Neville's rolled the pinpoint cut-back that Scholes, as if taken back by the simplicity, bundled into the net in a clumsy fashion. Yet, as first-half events turned, when he compelled Quim to tip over a 30-yarder towards the interval, he was aiming for an equaliser. The deficit shocked United. Benfica's coach Ronald Koeman has had to live with sneering comparisons to his successful predecessor Giovanni Trapattoni. But there was to be a partial recapturing of former glories before half-time. Benfica, following the Scholes goal, slowly recovered their fluidity and often directed themselves towards the United left, where they saw weakness in John O'Shea. The Irishman has had some excellent times at full-back but the middle of the defence looks a more natural home for him and he might not have appeared at all had injury not written off Gabriel Heinze's season. Whatever the flaws, though, there had to be deep admiration for the flat, fast cross that Nelson zipped towards the six-yard box after 16 minutes. United were in no state to deal with it and an unmarked Geovanni headed past Edwin van der Sar. Misfortune soon snapped at the visitors as, in the 34th minute, they fell behind. Anderson skipped away on the United left and when Alan Smith headed out his cross, a shot from some 20 yards by Beto was rerouted into the net by a deflection off Scholes. The match was in a phase that made United quiver and there was relief that the referee Kyros Vassaras ruled wrongly that Geovanni had dived when Benfica argued that Mikael Silvestre had floored him in the penalty area. That danger had come for a counter-attack, a style that suits the quick passing of Benfica. A losing United had to lay themselves open to risk, as they often have in an era that has had almost as much tumult as glory under Ferguson. Koeman's men fancied themselves to hold out, although many coaches in the past have underestimated the tirelessness of United in such situations. They could have been level after a patient move in the 58th minute which eventually saw Ruud van Nistelrooy play the ball through to Ronaldo, but he could not find a true finish from the right as he shot beyond the far post. Soon, Giggs was replaced by Louis Saha, with Ferguson hoping Wayne Rooney could find more space by moving towards the left. Ronaldo, who had deteriorated into consistent ineffectiveness, was taken off and, as he left, made a rude gesture to the home support. Park Ji-sung took over. United, knowing they needed just a draw so long as Villarreal held on to a 1-0 lead over Lille, were full of endeavour but searching desperately for inspiration. Kevin McCarra no Estadio da Luz - Guardian

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GLORIOSO. Glorioso. Glorioso. Glorioso. Benfica. Benfica. Benfica. Eu choro. BENFICA!

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. Hoje é dia de futebol de Grandes. O país dos fóruns radiofónicos e televisisvos dá uma ampla maioria, e sem necessidade de 2ªvolta, ao candidato ManUtd. Tenho A Bola debaixo do braço, cervejas e uma bifanas. Já entrei em estágio e convenci-me, como sempre, que o Benfica vai ganhar. FORÇA BENFICA!

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terça-feira, dezembro 06, 2005

 

Mister, podemos jogar assim? Quim, Nélson, Luisão, Anderson, Leo, Beto, Petit, Geovanni, Nuno Assis, Hélio Roque, Nuno Gomes. Parece-me que este é o jogo ideal para o miúdo se estrear a titular. Primeiro porque vamos enfrentar uma equipa inglesa. Ora todos conhecemos a propensão britânica para atacar pelas alas e já deu para perceber que o Karyaka nunca será um apoio ao Leo, nem uma ameaça ao Gary Neville. Essa tendência de lateralizar o jogo, aliada à necessidade do Man Utd vencer, oferecerá muito espaço para jogar. E com espaço, Hélio Roque tem muito mais condições para mostrar o seu futebol. Penso até que estará mais protegido de situações de choque do que em qualquer jogo da Liga. Por último, o Fergusson não fará puto de ideia de quem se trata. Quanto mais o Neville... Ou seja, tem todas as condições para surpreender o adversário. Mister, se não quiser arriscar, eu até prefiro que meta o João Pereira lá na esquerda (curiosamente, foi na posição em que se estreou com Camacho). Sempre mói o juízo ao adversário. Não me ponha é o Karyaka a extremo que nós já percebemos que ele não quer nada com aquela posição.

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Boa sorte Campeão!

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domingo, dezembro 04, 2005

 

O Corinthians é o novo campeão do Brasil. Parabéns Anderson!!

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Beto. É facil embirrar com o rapaz. É fácil dizer que os pés dele atrapalham a bola e que tem falta de classe. E até é fácil gozar com o seu penteado. Mas luta (por ele e pelos outros), pressiona, destrói, filtra e recupera. No Stade de France foi o melhor benfiquista em campo e frente ao Belenenses voltou a estar em destaque. Hoje não foi tão efusivo como nos jogos anteriores mas voltou a exercer um papel fundamental na estrutura da equipa. Desfeitos os equívocos posicionais de Koeman, só há uma coisa a dizer: no papel de trinco, Beto é opção. E bem válida.

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Quem dá o que pode (e tem) a mais não é obrigado. Foi assim frente ao Belenenses. Não é que o Benfica tenha efectuado uma exibição de encher o olho... Mas há que admitir, considerando o contexto actual da equipa (nesse jogo agravado pela inacção de Geovanni e Karyaka), que a equipa se exibiu a um nível satisfatório. Faltou o resultado mas aí há que dar mérito à equipa do Belenenses. E a Couceiro, em especial, que soube montar a estratégia ideal para atingir os seus objectivos. O grande factor positivo desse jogo acabou por ser o regresso de Nuno Assis. A falta de visão de jogo e o mau tempo de passe que evidencia, impedem-no de lutar pela titularidade. Mas a dinâmica que imprime ao jogo, através da sua mobilidade e velocidade, justifica um lugar de destaque na segunda linha do Benfica. Esta noite, no Funchal, Koeman optou por recuperar o estilo pragmático e calculista de Trapattoni, com os jogadores do Benfica a demonstrarem a paciência necessária para alcançar a vitória. Um único senão: o meio-campo, à imagem do que acontecera em Braga, voltou a recuar em demasia após o golo. Valeu um maior acerto da nossa defesa e o facto de não enfrentarmos um meio-campo da qualidade do Sporting de Braga. Ter-se-á iniciado uma nova recuperação pontual do Benfica? Esperamos que sim.

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segunda-feira, novembro 28, 2005

 

Equipa de Desdentados

Segundo a edição online do jornal A Bola, Freddie Ljungberg tirou o dento do siso de modo a debelar a lesão muscular que tem no joelho. Segundo o jogador "Pode parecer estranho, mas os especialistas disseram-me que o dente do siso poderia ter efeito no meu músculo do joelho. Explicaram-me que pessoas com problemas cardíacos tinham sido ajudadas de igual modo. Se o coração também é um músculo, eu perguntei: «Porque não?»".

Se o Rodolfo Moura ouve isto, vamos passar a ver o Simão, Miccoli e companhia a jogarem desdentados.


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sábado, novembro 26, 2005

 

QUEIXINHAS. Depois do "caso" Petit, eis que o FCP se candidata novamente ao miserável prémio de delator do ano, prejudicados que se sentem por um gesto mal interpretado de Nuno Gomes em Braga. Estivéssemos nós a viver um macartismo fora de prazo e os zelosos chibos, ditos dragões, viravam Elia Kazan.

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sexta-feira, novembro 25, 2005

 

BEST, GEORGE 1946-2005.

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Na mouche! Seria impossível estar mais de acordo com aquilo que o D'Arcy diz a propósito das queixinhas dos "andrades": "O que o PC não consegue admitir é que o que lhe está atravessado é aquele gesto do Nuno repetido no Dragão a apontar para as quinas na camisola. Isso, e ter deixado o PC de mão estendida e a falar sozinho o ano passado, quando ele pensou que mandava na sala de imprensa da Luz."

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O gesto de Nuno Gomes. Sou favorável à instauração de processos sumaríssimos. Mesmo consciente das diferenças, e das injustiças que daí resultam, entre os meios que rodeiam os jogos televisionados e os restantes. Mas a verdade é que uma entrada maldosa pode prejudicar a carreira de um jogador ou, na melhor das hipóteses, condiconar o futuro próximo da equipa que representa. No entanto, no episódio concreto do gesto de Nuno Gomes - que não é um processo sumaríssimo mas pode causar os mesmos "danos" - a coisa afigura-se distinta. Todos nós jogamos, ou jogámos, futebol com os amigos. E mesmo nessa situação descontraída é natural o surgimento de bocas e insultos. Agora imagine-se um jogo com as caracteristicas de Braga, com tanta coisa em jogo. (estranho até, foi termos assistido a um jogo tão correcto por parte dos jogadores) É claro que há situações e situações... Fazer gestos insultuosos para o público, por exemplo, pode incendiar o ambiente num estádio... E por isso compreendo que os regulamentos contemplem esta situação. Mas a questão é: Nuno Gomes teve um gesto com influência negativa junto do público? Talvez. E mesmo assim, só por ter sido televisionado. No estádio, ninguém o terá visto a não ser o jogador bracarense a quem se dirigia. E o Nuno Gomes foi apanhado em directo ou tivemos a oportunidade de ver o gesto através de uma repetição? Faço a pergunta por achar que existe uma diferença clara entre mostrar um gesto por se estar a acompanhar as incidências do jogo ou apresentá-lo só porque nos apetece. É que arriscamos transformar um realizador televisivo numa espécie de juiz desportivo. Porque a verdade é que um gesto só tem consequências se uma audiência influenciável o identificar. Caso contrário, limita-se a um assunto entre jogadores. Aliás, por norma, os árbitros até punem estas situações com um mero cartão amarelo. O gesto de Nuno Gomes não traz qualquer consequência para o adversario, tal como a eventual provocação dirigida ao Nuno Gomes também não. Assim sendo, deve-se ou não castigar o jogador? Parece que sim, já que a imagem passou... Agora, deve ou não a Liga fazer uma chamada de atenção aos responsáveis das televisões para que estes evitem o recurso a imagens sensacionalistas? É que a obtenção de audiências pode afectar o decurso de um campeonato.

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Interesses extra-desportivos. Ainda hoje, Luis Filipe Vieira é acusado de dizer o que nunca disse. Ainda hoje, é colocada na boca de Vieira uma frase proferida por Pinto da Costa. Quando Jankauskas assinou pelo Porto, Vieira desvalorizou o acontecimento. Referiu que o Benfica já havia desistido do jogador (e na realidade, a opção de compra expirara há vários dias) e que a contratação do lituano por parte do Porto visava apenas ocultar "uma derrota institucional." E naquele exacto momento, Vieria garantiu a chegada de dois reforços para a posição. No dia seguinte, Pinto da Costa afirmou: "Para o Benfica, é mais importante conseguir lugares na liga do que contratar bons jogadores." E como acontece habitualmente no futebol português, as mentiras de Pinto da Costa transformam-se em verdades absolutas. Mesmo que Miki Féher tenha sido apresentado dias depois. Mesmo que se tenha anunciado publicamente a adiantada negociação com Nuno Gomes. Importante foi lançar de imediato a suspeita sobre Cunha Leal. Porque o Benfica, vejam só, nem estava interessado em jogadores de futebol... Pinto da Costa, que, recorde-se, acumulou a presidência da Liga com a do Futebol Clube do Porto (uma situação absolutamente normal) estava preocupado que o Benfica indicasse o nome da segunda figura da Liga!! E durante estes anos não se cansou de afirmar o condicionamento da competição por factores extra-desportivos. Este ano, parece ter alterado a sua posição. Esta época, Pinto da costa já é favorável a esse condicionamento. Repare-se como se mostra parte interessada em tudo o que envolva o Benfica. Se Lucho Gonzalez é agredido por um jogador do Estrela, o Porto não se mostra parte interessada. Mas se há um lance polémico envolvendo Petit (e curiosamente, já houve um igual envolvendo um jogador portista), já lhes interessa. Se outras agressões acontecem por esses campos fora, ao Porto é-lhes indiferente. Mas se Nuno Gomes responde (infantilmente e irresponsavelmente, diga-se) à provocação de um adversário, eles acordam outra vez. E se um jogador do Porto voltar a ser agredido, haverá reacção? Claro que não. Afinal de contas, a Liga tem 18 equipas mas o Porto só compete com o ódio de estimação do seu presidente. Logo, a única preocupação da agremiação portista chama-se Benfica. Houve quem achasse estranho que Pinto da Costa tenha voltado atrás e apoiado a continuidade de Valentim na Liga. Outros há que acreditam no rensacer de um espírito solidário graças ao processo Apito Dourado. Mas a explicação é outra e bem simples. Se bem me recordo, Pinto da costa justificou o apoio ao regresso do Major para esvaziar o suposto poder de Cunha Leal. No ennato, continua a acusar a Liga de favorecer o Benfica. A verdade é que se a direcção da Liga caísse, Pinto da Costa ficaria sem bode expiatório para o caso das coisas correrem mal. Não teria caldeirão para cozinhar as suas polémicas estéreis. E perderia o inimigo externo para acicatar os ânimos dos adeptos portistas e desviar as atenções do processo judicial (que mais tarde ou mais cedo será arquivado sem qualquer consequência visível). É que Pinto da Costa nunca tem oposição nas eleições do Porto mas tem muita gente à espera do dia em que a cadeira se parta.

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Taxis e bola. Terça-feira, após o almoço, eu e o colega AP Bitaites entramos num taxi e a conversa versa a arbitragem. Ironizamos em torno do penalty de João Ferreira quando o motorista nos interpela: "Os senhores por acaso sabem quantas são as leis de jogo? Para falar de arbitragem é preciso dominar bem o assunto." Com o desenrolar da conversa ficamos a saber que estamos na presença de uma figura histórica do futebol português. Figura, e não celebridade, porque poucos saberão o seu nome. Este taxista fora em tempos um fiscal de linha de topo. "Fui eu que dei indicação para a expulsão do Bento quando este agrediu o Manuel Fernandes." E apressou-se a apontar a sua isenção. "E vejam que até sou benfiquista." A conversa prosseguiu e o AP não resistiu a insinuar as maroscas de bastidores do futebol português. A resposta foi pronta. "No meu tempo não havia nada disso. Agora, não sei. Nos últimos anos, vi tanta coisa estranha..." Mas lá acabou por adiantar que tentativas de pressão nunca faltaram. E até houve tempo para uma pequena história. "Um dia, atirei uma bota à cara do Pinto da Costa. Tinhamos ido arbitrar a Penafiel e o Porto perdia por 1-0. Ao intervalo, o senhor Pinto da Costa entrou no nosso balneário a insultar toda a gente. É um mal-educado! Mas entretanto, na segunda parte o Porto deu a volta e acabou por vencer 1-4. E no fim da partida o senhor Pinto da Costa voltou a aparecer no nosso balneário, desta vez para nos oferecer umas botas e um fato de treino da Adidas. Eu agarrei nas botas e atirei-as contra ele!"

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quinta-feira, novembro 24, 2005

 

Georgie Best. Williams era o nome de um profissional já veterano que fora humilhado pelo jovem George Best. Um dia encontrou-o e disse-lhe: "Will you stand still for a minute so I can look at your face?" Best perguntou porquê. "Because all I've ever seen of you, is your arse disappearing down the touchline." É este o homem que destroçou o Benfica em 66, colocando termo a uma série de 19 jogos europeus sem perder na Luz. “Busby's instructions had been to keep it tight for the first 15 minutes and see how things went. With just 12 minutes gone, Best had scored twice - once with a header, and the second a moment of magic as he beat three men before shooting past the goalkeeper. Afterwards, Busby turned to Best and said wryly: "You obviously weren't listening." E repetiu o feito em Maio de 1968, durante o prolongamento da final da Taça dos Campeões Europeus. "I used to dream about taking the ball round the keeper, stopping it on the line and then getting on my hands and knees and heading it into the net. When I scored against Benfica in the European Cup Final I nearly did it. I left the keeper for dead, but then I chickened out. I might have given the boss a heart attack." Este é o homem que encantou o Reino Unido e meia Europa. O homem que ainda hoje é considerado o melhor futebolista britânico de todos os tempos. O homem que em 1968 recebeu o troféu de Melhor Futebolista Europeu e que em 2003 o teve de vender para sobreviver. O homem que após seis épocas de brilho nos relvados, passou o futebol para segundo plano, privilegiando o jogo, as mulheres e o álcool. "Just as I wanted to outdo everyone when I played, I had to outdo everyone when we were out on the town." Nos Estados Unidos, Best habitou um acasa junto da praia. Mas entre a sua casa e o mar, situava-se um bar. Best admitiu um dia que nunca conseguiu chegar à água. Este éo homem que chegou a passar pela prisão após uma incursão pelo mundo do crime. Este homem polémico mas genuíno, está prestes a desaparecer. Sem nunca o ter visto jogar (com a natural excepção dos resumos de circunstância e dos documentários sobre a história de futebol que consumo avidamente) foi sempre uma referência. Quanto mais não seja porque adoro futebolistas polémicos. Fascino-me com aqueles que caminham entre a genialidade e o abismo. E Georgie representa isso melhor que ninguém.

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quarta-feira, novembro 23, 2005

 

SSS. Sem Simão Sabrosa o Benfica é diferente. Sem Simão o Benfica europeu é pouco mais que razoável. Acreditar que o 11 que deveria ter subido ao péssimo relvado do Stade de France deveria ter sido mais ousado encarando o Lille como inferior, qualificar a procura inteligente do ponto (tendo em conta o marcador em Manchester), fragilizar um meio-campo parco em inteligência atacante mas musculado e quase sempre em harmonia com o quarteto de centrais - de onde se destacou a excelente exibição de Alcides na direita em absoluto contraste com Ricardo Rocha na esquerda defensiva) - apenas porque o Benfica é o Benfica e jogamos em casa em Paris é cair no logro característico dos nostálgicos do Inferno da Luz. A postura de Koeman e do SLBenfica foi a mais ajustada tendo em conta a o que estava em jogo: não perder o jogo era importantíssimo e com uma clínica a abarrotar de pacientes de primeira equipa não se pode dar ao luxo de confiar cegamente nas segundas escolhas como tem sido provado neste último mês. Sem Karagounis e com um Geovanni a atravessar usuais três meses por época de má forma mental, sem Simão e com Carlitos (o melhor é nem falar dele...) ou João Pereira, perante estas alternativas havia que arriscar perante um Lille que havia derrotado e vulgarizado o ManUtd na última jornada da Liga dos Campeões? Talvez a partir do segundo quarto da 2ªparte fosse possível apostar mais um pouco refrescando a ala esquerda e recuando Léo mas talvez, e foi só no sábado!, não haja memória do terceiro golo sofrido em Braga, exemplo acabado - mas corrente na Luz - dos riscos que corre um(a) defesa baixo(a), ainda que lateral, em bolas cruzadas para avançados de estatura elevada. Ainda está para acontecer o dia em que eu desvalorize a importância muitas vezes decisiva de Léo quando no posto de defesa esquerdo, mas há avançados e avançados. Dia 7 de Dezembro, dia grande, dia de nervos. Dia de qualificação.

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Eles ainda não conheciam o "mister" Koeman... JERRY: You have no idea what an idiot is. Elaine just gave me a chance to get out and I didn't take it. This (apontando para si próprio) is an idiot. GEORGE: Is that right? I just threw away a lifetime of guilt-free sex and floor seats for ever sporting event in Madison Square Garden. So please... a little respect. For I am Costanza. Lord of the Idiots! Peço desculpa por vos contrariar... Mas idiota é quem já conhece as fragilidades do seu adversário, sabe que o mesmo não é superior, joga em terreno neutro com a maioria do público do seu lado e, ainda assim, borra-se todo. Eu pergunto: se o Benfica passar e um dia encontrar o Barcelona pela frente, o que irá fazer? Jogar com 3 guarda-redes? Das duas uma... Ou Koeman é um grande visionário ou eu, definitivamente, não percebo nada de futebol. ps- Confessa Ronald. Ontem, até tiveste saudades do Karadas.

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domingo, novembro 20, 2005

 

Hóquei. O final da época passada ficou marcado por uma decisão caricata das instancias disciplinares do hóquei em patins nacional. O capitão do Benfica, Mariano Velasquez, e um adversário, envolveram-se em confrontos físicos num café situado nas imediações do Pavilhão Açoreana Seguros, cerca de hora e meia antes da partida que iriam disputar. Deliberou o Conselho de Disciplina que o Benfica deveria ser punido com a derrota (?!) e Mariano (o outro interveniente não foi contemplado com qualquer sanção) impedido de competir por um período de 3 meses!!! Recorde-se que as punições derivam de acontecimentos extra-desportivos... Entretanto no início da corrente época, o jogador Pedro Afonso deu entrada no hospital após o rebentamento de um petardo no Pavilhão Municipal de Fânzeres. O jogador falhou o primeiro jogo devido à lesão e os dois seguintes por a Federação não ter autorizado que competisse sob o efeito da medicação. Esta semana, a entidade competente - a mesma que já atribuiu 4 jogos a um clube por o seus adeptos terem apelidado a dupla de arbitragem de "gatunos" e "filhos da puta" - castigou os portistas com a interdição do Pavilhão Municipal de Fânzeres por dois jogos!!! E ainda assim, o senhor Ilídio Pinto - para os que não o reconhecem pelo nome, é aquele senhor de cabelo grisalho que a TVI mostrou a insultar o jovem agredido à stickada por Paulo Alves, quando este era transportado de maca - disse o seguinte: "Vamos aceitar com resignação. Embora repudiemos situações como as que ocorreram em Fânzeres, que são intoleráveis, os estragos foram nulos e o adversário aproveitou-se do que aconteceu. É uma situação que nos incomoda, mas não vai desanimar-nos." Coitadinhos...

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O extermo esquerdo. Ano após ano, a ausência de alternativa a Simão Sabrosa continua a ser uma fragilidade do plantel benfiquista. Há coisa de um ano, elaborei uma lista de jogadores do nosso campeonato que poderiam ser úteis ao Benfica. entre eles encontrava-se três jogadores para esta posição. Um era Diogo Valente, que parece estar a caminho do Dragão. Outro era Targino, que passado este tempo me parece mais talhado para a posição de ponta de lança ou segundo avançado. É rápido, tem boa capacidade de dribble e gosta da baliza. Faz lembrar o Mantorras dos velhos tempos. O terceiro chama-se Cesinha e foi uj dos melhores no jogo de ontem à noite. E tendo em consideração a fraca forma de Geovani e a inépcia de Carlitos, Cesinha entrava de caras no onze do Benfica (com a natural deslocação de Simão para a direita).

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Problema oftalmológico? Se a bola entra na baliza portista, manda-se seguir o jogo. Se a bola não entra na baliza adversária, valida-se o golo à equipa portista...

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Manuel Fernandes. Continua a só jogar quando lhe apetece e ontem voltou a assinar uma exibição displicente. Está a precisar de ficar um joguinho fora da convocatória para amansar o ego.

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Justo. O Benfica de ontem teve duas faces. Na primeira parte foi lúcido e inteligente, num jogo que aconselhava cautelas. Por isso mesmo, entrou sem exercer grande pressão e sem forçar o ritmo da partida. Mas atingiu o controlo do jogo através do posicionamento da equipa. Jogando bastante subido no terreno, encarcerou o Braga no seu meio-campo e chegou com naturalidade ao golo, num grande cabeceamento de Anderson. Na segunda parte foi altamente displicente. Provavelmente, os jogadores entraram em campo já a pensar na cidade de Paris e quiseram resguardar-se fisicamente. Só que no lugar de assumirem a posse de bola, e continuarem a controlar o ritmo de jogo, optaram por se encostar à sua área, colocando-se à mercê dos bracarenses. Jesualdo agradeceu e produziu as alterações necessárias para uma grande segunda parte do Braga que, jogando sempre em velocidade, lançou o pânico sobre a defesa do Benfica (que o meio-campo já não existia). ps- João Ferreira. Mais um exemplo do péssimo nível da arbitragem portuguesa. Para além daquele penalty estupidamente assinalado, alguém me explique os cartões a Luisão, Nunes e Anderson... Sede de protagonismo é a minha sentença.

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sábado, novembro 19, 2005

 

REFORÇO. Ontem pensei Nuno Assis, muito pouco convicto, mas hoje e logo após ouvir o onze inicial aparece o Beto. Alvitrei essa hipótese hoje de manhã em conversa de café mas isso sacrifica toda a ideia de entrar no Municipal de Braga a massacrar. Mas também não sou eu o treinador e até me revejo nesta postura mais expectante. Força Benfica!

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sexta-feira, novembro 18, 2005

 

AS MODAS. A propósito do sorteio da V eliminatória da Taça de Portugal, eis uma reacção desencantada em Touriz: "Se calhar o mais difícil para o Tourizense foi ter ido eliminar o Paços de Ferreira em sua casa. Agora vamos entrar neste jogo com o Benfica para ganhar e desde já, se me é permitido, aqui deixo um recado para o sr. Koeman: não vamos adiar nenhum jogo para preparar a recepção ao Benfica, vamos continuar a cumprir o nosso calendário conforme está marcado e vamos jogar no dia 11 com o Benfica para ganhar!" Citei Marques da Silva, assessor do presidente do Tourizense e não digo mais nada.

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MARATONA. Amanhã é dia de maratona, há Glorioso vs SC Braga e há Real-Barça das 17 às 21 na SportTV. Do SL Benfica espero uma vitória sofrida ou nem por isso, espero Nuno Assis na equipa inicial à falta do Karagounis e reticente na utilização a tempo inteiro de um Karyaka demasiado faltoso e vulnerável às perdas de bola em terrenos perigosos. Entrar sem receio e derrotar o benfiquista Jesualdo na vermelha glorioso-arcebispal cidade de Braga.

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segunda-feira, novembro 14, 2005

 

Motivos profissionais conduziram-me à casa de um antigo árbitro da primeira categoria. Pelo meio conheci a sua família. Mãe incluída. Cumprimentei a senhora com um sorriso mas depois afastei-me perante a dúvida instalada no meu pensamento... Quantas vezes terei insultado a dita senhora???

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quinta-feira, novembro 10, 2005

 

Ainda há futebolistas com carácter. Há coisa de três anos, falou-se muito do facto de Fernando Redondo pretender abdicar do seu ordenado durante o período em que se encontrava lesionado. Este facto tornou-se público por iniciativa de Adriano Galliani, que então afirmou que tamanho profissional não merecia ser privado das verbas acordadas em contrato. Há cerca de um ano, a AS Roma viu-se privada do contributo do seu capitão: o internacional italiano Damiano Tommasi. Recentemente recuperado da sua lesão no joelho, Tommasi foi convidado a renovar pelo seu clube. O jogador aceitou e, surpreendentemente, propôs assinar por 1500 euros mensais!!! "Fi-lo porque amo a Roma e o futebol. Os jovens vêem-nos como ídolos e temos de dar bons exemplos. Faço algo que adoro e sou, e fui, bem pago por isso." Jogadores como Tomo Sokota e Marius Niculae, que passaram grande parte dos seus contratos lesionados e, ainda assim, pretendiam ver os seus ordenados aumentados, poderiam aprender algo com este grande "jogador da bola". Porque ele é de facto um "jogador da bola" que ama o desporto que pratica. Outros há que não passam de autênticos mercenários protegidos pela capa do "futebolista profissional".

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segunda-feira, novembro 07, 2005

 

Fraco. Só não foi a pior exibição da época porque houve o jogo de Alvalade. Na primeira parte ainda deu para disfarçar um pouco. O Benfica lá conseguia chegar à área adversária mas depois não acontecia nada. Ou assisitia-se a uma excessiva cerimónia - o canto em que Ricardo Rovha prefere o passe ao remate é sintomático - ou então não havia quem se soltasse para receber o último passe - e tantas vezes Karagounis sofreu com isso. Na segunda parte, a exibição roçou mesmo o sofrível. Nem depois do golo o Benfica se libertou da apatia e é justo dizer-se que Koeman também contribíu para isso ao retirar o jogador que se mostrava mais capacitado a fazer algo por aquela equipa, Karagounis, e ao manter Beto na equipa até ao fim da partida. O empate acaba por ser uma merecida penalização para o Benfica que, para mais, parece estar a perder o fulgor físico que vinha sendo fundamental para quebrar os seus adversários. Felizmente, vem aí a selecção e uma pausa fundamental. Outra nota para o senhor do apito que voltou a demonstrar a fraca quallidade da arbitragem portuguesa. Não tanto pelos golos em que errou - e aqui até teve sorte pois conseguiu enganar-se para os dois lados - mas pela forma como aplicou a lei da vantagem - que para ele, pelos vistos, só se dá a partir do terceiro jogador a tocar a bola - e pela gritante ausência de critério a nível disciplinar.

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segunda-feira, outubro 31, 2005

 

Na Figueira... Um resultado amargo com sabor a muita injustiça. Considerando as condições climatéricas e a forma como estas condicionaram o reslvado, a exibição do Benfica tem de ser avaliada como positiva. As inúmeras ausências no ataque da equipa não se fizeram sentir - e depois disto, só mesmo o iluminado João Rosado pode afirmar que o Benfica não tem banco - e o meio-campo foi capaz de assegurar a superioridade exibicional sem problemas. A equipa acabou traída pelo desperdício incrível de Anderson e pela vontade de vencer de Koeman - parece-me óbvio que o golo só acontece porque a equipa ainda se estava a re-organizar em consequência das substituições - mas nem por isso se deixou abater. O destaque vai, obviamente, para mais um excelente golo da dupla Nélson / Nuno Gomes. Desde a recuperação de bola até ao momento da concretização, um grande momento de futebol. O empate acaba por não ser preocupante. Não tanto pelo deslize dos rivais mas porque parece evidente que, de entre os três grandes, o Benfica é a equipa que apresenta um futebol mais coeso e consistente.

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domingo, outubro 30, 2005

 

A Piada Fácil Desde que Pedro Gomes inaugurou esta forma de fazer comentários, muitos dos jornalistas desportivos pensam que fazer um relato ou escrever uma crónica sobre um jogo implica fazer trocadilhos idiotas com os nomes de todos jogadores em campo. Como consequência disso, Jorge Jesus tornou-se um dos treinadores preferidos dos jornalistas pois é um poço sem fundo de manchetes (“Mais um milagre de Jesus”, “Nem Jesus conseguiu dar a volta ao jogo”, etc). Nesta especialidade do jornalismo, mora na Sport Tv um homem com uma imaginação inesgotável. Não sei o nome do jornalista, mas foi ele que fez o relato do jogo Sampdoria-Inter de ontem. Além de utilizar todo vocabulário da escola Gabriel Alves (“uma equipa é muito pró-activa enquanto a outra é mais reactiva” ou “este meio campo é muito operativo”), este comentador começou a brilhar logo no primeiro golo da Sampdoria, marcado por Diana. Como não podia deixar de ser começaram os trocadilhos: “Este golo foi um verdadeiro templo de Diana”. Para mal dos nossos pecados, Diana bisou e aí o nosso homem tinha que superar a performance do primeiro golo, e resolveu afirmar “Isto já não é o templo de Diana, é uma conspiração de Diana” ou ainda “Apesar do nome, foram dois golos muito másculos”. Será que com tanta interactividade, a Sport Tv não poderá passar a permitir que se retire o relato e se mantenha o som ambiente do estádio? Deixo aqui a sugestão.

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O Chomsky do futebol portuguêsO sempre imaginativo Miguel Sousa Tavares conseguiu esta semana defender na sua cónica escrita no jornal A Bola que os dois jogos de castigo aplicados a Bruno Alves resultam de uma conspiração para vir a prejudicar o Porto mais tarde neste campeonato. Para quem não leu, aqui vai: "Realmente, para quem não segue atentamente os meandros da subtil política disciplinar destes doutos conselheiros, é de espantar que Bruno Alves não tenha apanhado, como devia, cinco ou seis jogos.Mas estes juízes são tudo menos ingénuos: se Bruno Alves beneficiou agora da sua generosidade é porque eles sabem que, com castigo ou sem ele, Bruno Alves, depois do que mostrouemcampo, não voltaria tão cedo à titularidade noFCPorto. E, assim sendo, a generosidade gratuita de agora permitirá aos senhores conselheiros fazerem a devida compensação, quando descobrirem um cotovelo de McCarthy ou um joelho do Quaresma fora do sítio." Além da bela teoria, ficamos ainda a saber que os jogadores do Porto não agridem ninguém, tem apenas algumas partes do corpo fora do sítio.

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sexta-feira, outubro 28, 2005

 

Jornalismo de Investigação O ponto a que chegam certos jornalistas para tentarem ser os primeiros a avançar com uma notícia. Notícia da edição on-line de A Bola: "José Couceiro nas imediações do Restelo Numa altura em que é dado como praticamente certo para substituir Carlos Carvalhal no comando técnico do Belenenses, José Couceiro esteve esta manhã nas imediações do Estádio do Restelo, a zona, aliás, onde reside. Pode não passar de coincidência, mas Couceiro esteve a cortar o cabelo num estabelecimento bem junto às piscinas do Belenenses, tendo garantido ser um «ritual» há muito adquirido, pois vive naquela zona da cidade de Lisboa."

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Fim da linha para Carlitos. Insiste em não agarrar as oportunidades. Não se esforça e não quer mostrar o seu futebol. Ou então não confia. Parece que Koeman quer trocá-lo por Manu em Janeiro. E o Estrela? Cairá na asneira de proceder à troca? Independentemente do que possa vir a acontecer, é tempo de Carlitos começar a procurar clube. Pensar que aquele número 7 já esteve nas costas de gente como Néné, Paneira e Poborsky...

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Venha o próximo. O Benfica subiu ao relvado do Bessa apostado em marcar cedo e consegui-o. Após duas ameaças, o golo surgiu por intermédio de Simão Sabrosa que, num golpe de génio, explicou ao aprendiz Carlitos como se conjuga talento e objectividade. A equipa tinha agora duas opções: continuar a pressionar o Leixões em cima da sua área, para rapidamente garantir o segundo golo, ou ceder a iniciativa e controlar a equipa adversária, controlando o nível de desgaste dos jogadores. Optou pela segunda hipótese e até estava a ser bem sucedido, apesar da excelente réplica do Leixões. Até ao momento em que Rui Nereu resolveu explicar os receios da equipa técnica encarnada. Não duvido que possa vir a tornar-se num grande guarda-redes, nem me importo que seja utilizado nos jogos da Liga. Até porque essa é a única forma de crescer no posto. Mas são erros como o de quarta-feira à noite que podem colocar em risco o percurso do Benfica na Liga dos Campeões. A segunda parte da partida foi, durante largo período, um longo bocejo. O Benfica, muito por culpa da má forma física de Karagounis, mostrava-se incapaz de pegar no jogo e os atletas do Leixões começavam a cair que nem rolas em dia de abertura de caça. Por esta altura perguntava-me o que seria daquela equipa se tivesse jogado no fim de semana... Mais tarde, todos perceberíamos que aquilo fazia parte da sua estratégia para este encontro. Tudo se viria a alterar com as substituições de Ronald Koeman. O Benfica cresceu e voltou à carga sobre a baliza adversária e só por uma vez foi importunado. Curiosamente, num erro de Andersson!! Algo nunca visto desde a sua chegada a Portugal. Simão Sabrosa resolveu a partida com mais um dos seus soberbos remates de meia distãncia e todos nos pudémos então deliciar com a miraculosa recuperação física da equipa de Matosinhos. Está em marcha a 3ª caminhada para o Jamor.

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quarta-feira, outubro 26, 2005

 

O insólito! Ou o habitual regabofe do futebol brasileiro... Num programa desportivo da TV Record, Marco Aurélio Cunha, dirigente do São Paulo Futebol Clube, justificou o afastamento de Tardelli do plantel paulista por este se ter encharcado em álcool nas véspera do derby contra o Corinthians (viria a terminar empatado a uma bola) falhando assim um treino importante. O avançado brasileiro, que assistia a tudo em casa, não hesitou e ligou para a produção do programa exigindo entrar em directo. Via telefone, acusou o dirigente de mentir, ameaçou processá-lo e avançou com a intenção de abandonar o clube por falta de motivação. Veremos como acaba o diferendo.

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terça-feira, outubro 25, 2005

 

2 ANOS!

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segunda-feira, outubro 24, 2005

 

Uma pergunta sobre (in)disciplina O que faria Adriaanse se o Postiga e o McCarthy tentassem repetir a brincadeira do Pires e do Henry?

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Orgasmo a 10000 pés de altitude! "São neste momento 23 horas e 4 minutos, hora portuguesa, e dentro de instantes iremos sobrevoar o arquipélago das Canárias. Aproveito para informar que o jogo entre Porto e Benfica terminou à escassos minutos." Pausa de alguns segundos e um silêncio arrepiante a bordo do voo da Air Luxor. Até que a voz do Comandante se fez ouvir, "O Benfica venceu por 2-0!", e alegria se espalhou por todo o avião. ps- Que bonito foi ver a repetição do jogo na segunda-feira e ouvir duas mil gargantas a cantar o "Ser Benfiquista"! ps2- Também aprecie as declarações de Adriaanse no final da partida. Afinal, parece que estavam 40 mil benfiquistas no Dragão. O reconhecimento da nossa grandiosidade é reconfortante.

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domingo, outubro 23, 2005

 

Mais um jogador que vai irritar os adeptos Sempre gostei de ver jogar jogadores como o Karyaka, o Barbosa ou o Zahovic. Não precisam de correr que nem uns malucos para marcarem um jogo com a sua presença. Quando tem espaço e tempo, é raro fazer algo mal feito. Normalmente irritam os adeptos, pois para eles defender resume-se a ficar à frente dos adversários e por isso, quando as coisas começam a correr menos bem, são sempre os primeiros a ouvir as vais. Por o pé para tentar recuperar a bola não faz parte das suas prioridades. Apesar do que disse em seu favor, acho que o russo está a sofrer do mesmo problema de adaptação de que sofrem alguns jogadores brasileiros quando chegam a Portugal: estão habituados a ter muito tempo para pensar o jogo e decidir o que fazer com a bola e normalmente acabam por se deixar antecipar. É claro que quando são lançados apenas na segunda parte, acabam por brilhar pois aí as defesas já não estão tão pressionantes (pudemos ver isso no jogo com o Porto e nos jogos de pré-epoca). Alguns jogadores demoram algum tempo a adaptar-se a este tipo de futebol mais pressionante (o Diego por exemplo demorou uma época), outros nunca se chegam a adaptar, como o Roger. O Karyaka tem uma dificuldade suplementar, alem de ter que se adaptar a um futebol diferente, tem também que se adaptar a uma posição diferente, mas acredito que vai mostrar mais do que já mostrou. Ontem, concordo que saiu na altura em que provavelmente iria começar a desequilibrar, pois como se viu depois da saída do Emerson, o Estrela deixou de pressionar. Mas, mais uma vez não deixo de compreender o Koeman, o russo por vezes arrisca demasiado em situações onde uma perda de bola pode ser fatal e o Karagounis além de segurar muito melhor a bola, também luta muito mais para a recuperar. Até agora, e desde que deixou de ter o problema dos extra-comunitários, Koeman tem gerido muito bem as opções que tem para este lugar. Apenas Assis não tem tido oportunidades, mas penso que quarta-feira deverá jogoar. Resta saber como será quando Miccoli voltar.

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Estreia com uma vitória Estreio-me hoje como colaborador do Cálcio-Rosso, depois acompanhar este blog enquanto leitor há alguns anos. E, nada melhor, do que começar após mais uma visita à Catedral, ainda por cima para ver mais uma vitória. Ontem, depois de o Estrela ter tentado adormecer toda a gente presente naquele estádio durante 45 minutos, o Benfica conseguiu uma razoável exibição durante a segunda parte. Já tinha visto o Estrela no jogo com o Belenenses e por isso já sabia ao que ia. Toni utiliza um daqueles esquemas que irrita qualquer espectador. Três médios defensivos à frente dos quatro defesas e depois pontapé para a frente sem qualquer critério e fé nos homens rápidos da frente que jogam sem qualquer posição definida. Só faltou mesmo jogar com mais um central, o que penso que teria acontecido se Miccoli tivesse jogado. É daquelas tácticas que pode dar para sofrer uma goleada se o primeiro golo aparece cedo ou, se se consegue manter o 0-0 durante muito tempo, até pode dar para um golinho no fim quando a outra equipa já está toda balanceada para a frente. Mas, felizmente a defesa do Benfica mais uma vez não deu benesses e apenas as entradas suicidas do Rocha causaram arrepios. No ataque, durante a primeira parte, o Benfica pressionou bastante mas os resultados foram poucos ou nenhuns. Tentou abrir o jogo pelos flancos, mas não me lembro de nenhum centro feito em condições. Tentou rematar de longe algumas vezes, mas não me lembro do Bruno Vale ter feito uma defesa complicada. Acho que a principal razão para tudo isto estava no facto dos jogadores do Benfica não terem arriscado muito no um para um e não haver uma circulação rápida da bola. Penso que foi aí que se sentiu a falta de Karagounis no meio. Na segunda parte, o Benfica apostou mais nas combinações rápidas entre os laterais e os extremos e com isso conseguiu descompensar várias vezes a defesa do Estrela. É verdade que o Benfica podia ter continuado com o pé no acelerador para tentar um resultado mais volumoso, mas depois de um ano de Trapatonni não nos podemos queixar quando ganhamos por 2-0. No fim, apesar de toda a gente desejar a entrada de Mantorras, Koeman esteve mais uma vez bem ao dar confiança a Beto, que vai ter que substituir o castigado Petit no próximo jogo. Para aqueles que não gostam do Geovanni, o soneca ontem mostrou que quando se esforça pode ser importante na equipa. Não foram poucas as vezes em que o vi a correr para a posição de defesa direito para permitir a recuperação do Nelson após mais uma correria até à linha de fundo. E, apesar de todos os jornais realçarem o centro do Nelson no primeiro golo, foi uma recuperação de uma bola que parecia perdida pelo Geovanni que permitiu depois toda a jogada.

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quarta-feira, outubro 19, 2005

 

IR AO PORTO PARA GANHAR. E GANHEI... Já havia duas noites mal dormidas mas agora era tempo de embarcar. Uma visita às Casas do Benfica de Tomar e Entroncamento e ala para o comboio que já se faz tarde e o IC atrasa-se… mas pouco. Sentei-me ao lado de um puto, que poderei apelidar de Beto (ou beto). O puto beto viu-me sentar envergando o Glorioso cachecol e lançou um olhar que presumi tratar-se de um olhar de lado à fê-quê-pê, quiçá lagarto. O puto Beto tinha comprado os outros jornais desportivos e como que para completar a perspectiva do que se escreveu naquele dia acerca do clássico pediu-me A Bola. A Bola? Pergunto-lhe se vai ao Dragão e a resposta foi positiva e ilustrativa pois eis que Beto tira da mochila um cachecol do SLB. Depois de algum blá-blá o adolescente informa-me que verá o jogo refastelado numa bancada vip – existem os convites para vip, para a central e para os topos conforme a ordem importância subjectiva do convidado. A mim calhou-me em sorte um convite para a central o que longe de ser mau, perspectivava um bom local para não ser agredido e ao mesmo tempo poder lançar impropérios verbais para o relvado, seja para uma má jogada do SLB ou uma má decisão do Lucílio. No comboio senti sede e a caminho do bar encontrei pai e filho benfiquistas de cachecol em pose de desafio, cumprimento-os e pelo corredor vou ouvindo o vamos ganhar da praxe. São horas de desembarque, chegámos à bonita Invicta. Lá ao fundo, na linha mais distante do edifício que serve de estação de Campanha, chegavam as claques do SLB e o pai e filho que atrás referi acompanham-me nas cerimónias de recepção da turba. Aviso o pai e filho que não devem colocar os cachecóis aos pescoço fora da estação e que os guardem para dentro do estádio. Não me deram ouvidos, reiterando que nem tudo que se lê na comunicação social é verdade. Até aí sei eu mas… Viagem calma e (quase) solitária no Andante para a estação seguinte: Dragão. Olhó mar azul de cachecóis, camisolas e bandeiras, olhós gajos a cantar o FDP SLB, olha tanta tripeirada azul junta. E nada de vermelho, nem nas barracas de venda. Nada. Afinal há uma sim senhor, e se perguntar a cada vendedor ele responderá que tem cachecóis do SLB para venda… mas escondidos em caixas. Tudo bem, não pretendia adquirir nada pelo que desloquei-me ao Centro Comercial em frente ao Dragão para me restabelecer de sólidos e líquidos e também para largar líquidos acumulados, porque não. Uma aventura para efectuar o pedido, uma maior para esperar pela refeição, outra sem descrição para arranjar cadeira e mesa onde pudesse degustar uma francesinha que parecia maravilhosa até a provar. Da refeição salvaram-se a cerveja estrangeira e os impagáveis olhares de desprezo e gozo a que era sujeito por parte da imensa multidão de portistas que circulavam que nunca me incomodaram. Sentam-se bem perto da minha mesa os tais pai e filho de há pouco e vendo-me de cachecol informam-me que numa rua tinham sido agredidos com uma garrafa de vidro que quase cegava o patriarca. Repeti-lhes a recomendação de há uma hora atrás: cachecol só em zonas plenas de seguranças ou polícia portanto o Centro Comercial ou o Estádio seriam as zonas mais relativamente mais seguras. Camisola e bandeira, nunca! Horrorosa refeição para trás, dei mais uma volta pelas imediações do Dragão para sentir o cheiro, aquele ambiente e aquela cor que para mim eram estranhos antes de rumar à porta que me levaria escadas acima e ao meu lugar sentado. Um excelente lugar e, surpresa das surpresas, rodeado de benfiquistas e zona de sócios portistas. Éramos cinco campeões só na minha fila, mas umas dezenas espalhadas por aquele sector mas que só me apercebi quais as cores que defendiam aquando dos golos. Eu não vou em disfarces, dentro do recinto e depois da medição do pessoal que me rodeava tirei o cachecol e senti-me como que em Alvalade: não insultar os donos da casa, apoiar o SLB, vociferar impropérios ao árbitro e a jogadas mal conduzidas pelo meu clube, gritar golo sem fixar os adversários nem fazer gestos rudes. Pensei que assim me safaria de qualquer tresloucado que não goste de futebol, receita que tem funcionado no recinto lagarto (com a diferença que na lagartolândia é-me possível envergar a camisola vintage do SLB). Refira-se que na fila onde me sentava estava ladeado de uma benfiquista, nada e criada na cidade das tripas, e que tinha sido abandonada à sua sorte naquele por uns tios portistas. A rapariga não se importou, eles que fossem para outras zonas que ela estava bem rodeada pelos da cor dela. Começa o jogo e todos os benfiquistas da fila, menos a rapariga, me pedem calma a barafustar porque ainda “levava nos cornos”. Não, digo eu, ainda não fiz nada para isso e até saltei no quase golo do Simão. Tinha razões para tal tranquilidade, nunca fui importunado, recebi umas frases de desafio e gozo mas nada que não faça parte do futebol. Fui bem recebido e tratado naquela zona do Estádio mesmo depois dos dois golos que festejei ruidosamente, mesmo depois dos risos que o placard provocou à falange benfiquista ou o assobios e raiva aos derrotados portistas apenas porque ao minuto 83 lembraram-se de alterar na régie do FCP o resultado para 0-3. O jogo toda a gente sabe como correu, os lenços toda gente viu e os cânticos vermelhos adaptados para a ocasião não os vou aqui reproduzir. Já só no estádio se ouvia e viam benfiquistas quando sentado a olhar para o relvado e sem ninguém do meu lado, aparece cinquentão e esbaforrido um adepto do FCP que me puxou os cachecol violentamente e em pose agressiva. Tentou ainda esmurrar-me mas os meus reflexos estavam em pleno e logo de seguida três portistas agarraram-no devolvendo-me o cachecol. Aquele energúmeno não é exemplo, a minha noite foi tranquila e continuou sendo num evento em Serralves ou depois na Parai da Luz. Por todo lado cabeças gigantes, melões azuis. Ganhámos! E foi um dos dias mais inesquecíveis na minha já longa ida aos estádios deste país, ir ao Dragão e ganhar, estar lá é impagável. FORÇA BENFICA! Cerca das 18:30 desembarco em Campanhã e faço e aceno às claques do SLB que haviam chegado minutos antes. Avisto-as ao longe. No Andante o Dragão é a estação que sucede a Campanhã. Depois de uma francesinha bem ranhosa no Centro Comercial nas imediações do Dragão - onde pude envergar o cachecol do Glorioso sem perturbações mas com implicações na procura de mesa e cadeira para degustar tão horrível refeição - eis a única barraca que vendia cachecóis do Benfica a céu aberto. E a céu aberto porque quando questonei dois outros vendedores, recebi a informação que até havia cachecóis do SLB para venda... mas bem escondidos em caixas. A equipa inicial. Já estava 0-1. Ali era o centro do Sector Campeão. Foto histórica. Não tanto quanto a que não consegui tirar. A determinada altura, cerca dos 83 min de jogo, este mesmo quadro marcava 0-3. Risada para mim, assobios para os azuis. Eu sabia que ia ver lenços brancos.

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segunda-feira, outubro 17, 2005

 

0-2. Depois da primeira visita do Calcio Rosso ao Dragão, festeja-se com uma garrafa de vinho Duas Quintas. Um brinde?

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sábado, outubro 15, 2005

 

O Clássico. Vou finalmente de férias. No espaço de um mês, será a terceira subida a bordo de um avião mas a primeira não relacionada com questões de trabalho. Espera-me agora uma semana de paz e sossego sob o radioso sol cabo-verdiano. Mas um acontecimento positivo nem sempre é seguido por outro. Hoje à noite, à hora que Porto e Benfica disputam o clássico, estarei a sobrevoar o Atlântico. E como o futebol moderno entrega os melhores jogos da nossa Liga à Sport TV (apesar de há uns anos ter sido aprovada, em sede de parlamento, legislação referente à obrigatoriedade de transmissão destas partidas em sinal aberto) não poderei fazer a gravação do mesmo, como aconteceu reçlatuivamente à partida de Old Trafford. O que é uma pena. Acredito seriamente que hoje se vai disputar o melhor clássico dos últimos anos. É certo que jogos como este, capazes de criar as maiores das expectativas, acabam por resultar em jogos entediantes onde o medo impera. Mas hoje não. Apesar dos quatro pontos de vantagem, a defesa do Porto não permite que Co arrisque um futebol de contenção. E apesar do bloco defensivo do Benfica apresentar grande solidez, a dinâmica atacante portista inviabiliza um jogo de expectativa por parte de Koeman. Perspectiva-se o mais espectacular clássico dos últimos anos mas eu não vou lá estar... Resta-me desejar boa sorte ao Spinafro, que será mais um representante benfiquista em território inimigo, e gritar: FORÇA BENFICA!!!

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quinta-feira, outubro 13, 2005

 

Perguntinhas inocentes... Porque é que a generalidade dos adeptos portugueses (benfiquistas incluídos) têm a mania que os castigos servem, acima de tudo, para beneficiar o adversário seguinte e não para punir o jogador que infringe as regras? Terá sido esse o motivo para o Porto denunciar o Petit à Liga, contrariamente ao que (não) fez relativamente ao Emerson do Estrela da Amadora? Porque é que o Petit não jogou contra a Letónia?

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quarta-feira, outubro 12, 2005

 

Três décadas depois, o Rei passa o testemunho.

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domingo, outubro 09, 2005

 

Portugal. Apesar da equipa de arbitragem, de Scolari, de Ricardo e de Paulo Ferreira, lá garantimos a passagem ao Mundial da Alemanha. Sem grande brilho, é certo, mas sem termos de fazer as habituais contas de mercearia na hora da decisão.

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sábado, outubro 08, 2005

 


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quarta-feira, outubro 05, 2005

 

Manuel Fernandes. Não se percebe muito bem o que andou a fazer em campo na 2ª feira. Apático, sem garra e sem vontade, foi um dos motivos pelos quais o Vitória conseguiu o controlo do meio-campo. Na primeira parte há um lance sintomático da atitude colocada em campo. Na jogada que precede a bomba vimaranense no poste de Moreira, Manuel Fernades movia-se a passo, apreciando as triangulações dos jogadores do Vitória enquanto Petit se esfalfava para resolver a situação - conseguiu interceptar a bola por três vezes mas, sem apoio, viu-a chegar sempre a pés vimaranenses. E assim continuou Manuel Fernandes: sem recuperar, sem pressionar. Chegou a recordar-me Paulo Almeida... Acordou aos 65 minutos, resultado de um milagre chamado Karagounis. A reacção normal de quem vê um concorrente directo entrar no relvado. Pelo que fez anteontem, Manuel Fernandes merecia sentar-se no banco do Dragão. Mas eis que se dá outro milagre: o sumaríssimo a Petit. Espero que dia 15 surja o Manel de Old Trafford e não o da última partida.

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segunda-feira, outubro 03, 2005

 

MANCHESTER PELOS LEITORES. A poucas horas do jogo ante o Vitória da cidade berço, ainda a opinião de um leitor do Calcio Rosso: É verdade que o Beto não é jogador para o Benfica, é verdade que não acerta um passe, não tem tempo de entrada aos lances e aparentemente pressiona sempre o jogador errado, mas que alternativas é que o Koeman tinha? Jogar com o Geovanni era um suicídio. Com um flanco esquerdo com o Giggs e o Richardson estávamos a levar 2 ou 3 aos 15 minutos. É verdade que podia ter criado alguns desequilíbrios na frente, mas nunca ajuda o lateral e ainda por cima raramente está no seu lugar o que permite que o lateral adversário suba à vontade. Cada vez me convenço mais que o homem só pode jogar com equipas que adaptam centrais a defesas esquerdos, daqueles que nunca saiem lá de trás ou então num sistema de 4-3-3 mais defensivo. Este fim de semana até era capaz de resultar com o Rogério Matias, mas pelos vistos joga o Karagounis. Quanto ao João Pereira, continua a não me convencer. É um lateral mais ou menos certinho mas a médio ala desconfio que nem na equipa B tinha lugar, ataca mal e nunca ajuda no centro quando é preciso. Além disso, arriscávamo-nos a chegar ao intervalo com 10. E, se ele jogasse, estaríamos a jogar mesmo com um equipa de pigmeus. Queria ver quantos golos levávamos de cantos ou livres marcados para a área. Em relação às substituições penso que a única coisa que ele podia ter feito era ter arriscado um pouco mais a seguir ao golo. Penso que poderia ter mudado o simão para a direita e lançar o Karyaka na esquerda, mas ele é que sabe como é que o russo está. Não tendo mudado nada aí, e com Manchester a carregar como estava (não me parece que o Benfica tenha recuado por opção própria) só lhe restava mesmo defender. Eu se calhar até fazia mais: punha o Anderson, chegava o Rocha à esquerda, deixava o Leo a fechar o flanco e marcar o Ronaldo e punha o Simão lá à frente com o Nuno Gomes para o contra-ataque. Pelo menos ganhavamos altura para o chuveirinho dos últimos minutos e até podia ser que marcássemos de canto. É claro que se ele fizesse isso ainda ia ser mais criticado, mas também não estávamos a jogar em casa contra dez do Setúbal como uns e outros. Uma das coisas que mais me deixou surpreendido neste jogo foi a calma com que certos jogadores entraram em campo. Jogadores como o Manuel Fernandes, o Rocha, o Luisão, o Moreira e pelos vistos o Nélson (pelo que se viu em alvalade) entram sempre nervosos nos jogos importantes. Então o Manuel Fernades só costuma acertar um passe por volta da meia hora. Neste jogo, pelos visto o Koeman deve ter distribuído calmantes no balneário antes de entrarem em campo. Além disso, com o Koeman, tal como com o Van Gaal, o jogadores sabem sempre onde têm alguém para receber a bola. Estou a gostar desta equipa e acho que segunda volto ao estádio. NM

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sexta-feira, setembro 30, 2005

 

(In)Coerências. Realmente, não consigo compreender os adeptos do fêquêpê... Continuam com a lenga-lenga do Man Utd desfalcado, numa ânsia de menorizar o Benfica que não se compreende, já que há ano e meio consideravam o mesmo Man Utd, também desfalcado, uma equipa de outra galáxia. Relembram hoje a ausência de Keane. Mas curiosamente, Keane também não marcou presença nesse jogo. Mencionam a ausência de Silvestre... Mas onde estava ele, e também Rio Ferdinand, a 10 de Março de 2004? No relvado de Old Trafford não foi... Gozam com a titularidade de Fletcher e O'Shea. Mas ambos foram titulares frente ao Porto. Faltou Rooney na 3ª feira? Pois foi... Mas para que jogasse teria de sair Giggs ou Ronaldo. No fundo, quais são as diferenças? Afinal de contas, qual é a verdade? Este Man Utd não é assim tão fraco? Ou o empate do Porto há ano e meio não foi tão extraordinário quanto se afirmou na altura?

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quarta-feira, setembro 28, 2005

 

EM MANCHESTER. Ao iniciar o encontro com Beto encostado ao lado direito já se temia inaptidão, incapacidade de recepção, controle e passe, músculo. Foi precisamente isso que aconteceu mas com a agravante do jogador brasileiro mostrar embaraços que normalmente conotam jogadores dos distritais de cada vez que era chamado a actuar. Koeman ter-se-á apercebido desse facto, mas também é verdade que o ManUtd raramente criou perigo nos locais por onde se impunha o músculo (e desta vez pouco voluntarismo) de Beto. Só assim consigo equacionar a não substituição de Beto por um flanqueador - adaptado ou não - que seria Geovanni, pela técnica e velocidade, ou João Pereira, por ser um jogador nado nas faixas. Koeman não mexeu enquanto Ferguson não lançou pedras para o relvado mas o ManUtd tem a capacidade de se transfigurar tacticamente com o mesmo onze. Quando Koeman alterou era tarde, mas imaginemos o holandês abdicando da contenção, da salvaguarda do resultado e ocupando a última quinzena de minutos a atacar a baliza de van der Saar, meio-campo defensivo do SLB em modo convidativo para Ronaldo e cia. massacararem em dribles e cartões o último reduto vermelho-àguia. Um jogo perdido mas um Benfica receoso? Não, um Benfica conservador.

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terça-feira, setembro 27, 2005

 

GIGANTES!. Hoje é dias do reencontro de dois clubes-lenda do futebol mundial no principesco Old Trafford. Do Glorioso espera-se cabeça erguida e nervos guardados no bolso, apesar da vaga de lesões e castigo do ManUtd há ali muito que recear. Sem socumbir. Sonhei há dois dias com uma goleada infligida aos reds de Lisboa mas hoje acordei com a ideia de um qualquer golo vitorioso. Retenho a memória da manhã de hoje.

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segunda-feira, setembro 19, 2005

 

O perigo do futebol modermo. Os Diabos Vermelhos aproveitaram o jogo de ontem para exprimir a sua solidariedade com os adeptos austríacos que acabam de ver o seu clube de sempre desaparecer. Concorde-se ou não com todos os pontos mencionados, fica aqui um texto que merece ser lido por todos os que amam este fantástico desporto que é o futebol. "Imaginem que um multimilionário comprava o nosso clube? Em principio, tudo bem. Ao exemplo do Chelsea, poderia financiar aquisições com a sua fortuna, e o nosso Benfica poderia ombrear com os grandes clubes europeus.No entanto, nem tudo são rosas. Na Áustria um clube com história conheceu a faceta mais negra do futebol-negócio: o dono da conhecida bebida Red-Bull comprou o Áustria-Salzburg por um preço bastante irrisório (à semelhança do que se passou em Itália com o Torino e o Parma), e todos os adeptos pensaram que era a salvação do clube.Puro engano. O SV Áustria Salzburg, apesar das promessas dos compradores, pura e simplesmente desapareceu. O clube finalista da Taça UEFA, em 94, perdeu as suas cores (violeta e branco), o seu símbolo, e os seus troféus. Ganhou um novo nome: Red Bull Salzburg (http://www.redbullsalzburg.com) Todo o historial. Toda a tradição. Tudo foi trocado em nome de uma marca: Red Bull. Um clube histórico, fundado em 1933 desapareceu.Hoje o clube é uma marca (não confundir com os históricos Bayer Leverkusen e o PSV Eindhoven, cujas equipas foram fundadas por trabalhadores da Bayer e Phillips respectivamente)Os adeptos que envergavam adereços (camisolas, cachecóis e bandeiras por exemplo) das cores antigas do clube, foram proibidos de entrar no estádio.Tudo se passou na Áustria, mas pode acontecer em Portugal, ou em qualquer país da Europa.Os adeptos de futebol são (ou devem ser) o 12º jogador. É devido aos adeptos que o futebol existe. Mas também são os adeptos que têm o poder de “alimentar” esta máquina voraz ou de dizer basta. Basta aos especuladores do “negócio” futebol; basta de transmissões televisivas que provocam dispersão de jornadas de quinta a segunda-feira; basta de jogadores que beijam a nossa camisola hoje, e a do adversário amanhã; basta de Estádios com nomes de marcas; basta de patrocínios mais importantes que o símbolo e história dos clubes; basta de Futebol Moderno… Ou querem assistir à final da Liga dos Campeões entre a Siemens e a Vodafone?" ver mais

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A bem da verdade, senhor Rui Santos! A osga (ou o "pele de solário com cabelo de poodle empastado em gel", como foi apelidado por um radialista da Ant3na no saudoso Verão do Euro2004) acusou ontem a SAD benfiquista de ter mentido aos seus adeptos no comunicado que emitiu esta semana. Pois bem, senhor Rui Santos... Consultando o jornal desportivo que pertence ao mesmo grupo económico do diário generalista onde semanalmente emite a sua opinião, ficamos a saber que quem "adultera a verdade" (palavras suas) é o senhor. Consultando a edição de 3 de Junho de 2005 do Record, podemos ler: "Miguel Bento, director de marketing dos encarnados, frisou alguns aspectos essenciais da venda do novo cartão que arranca em força na segunda-feira. Entre eles destaque para os 5 mil postos de venda, incluindo as casas do clube e os postos das empresas parceiras do projecto. "As previsões, feitas antes da vitória na SuperLiga, apontam para 100 mil no primeiro ano e 75 mil nos seguintes. Até ontem vendemos 4.872 kits do novo cartão", disse." É verdade que LFV meteu os pés pelas mãos e traçou um objectivo pessoal (os 200 mil kits até ao fim de Outubro) que dificilmente será alcançados. Mas ontem, aos microfones da SIC Notícias, o senhor Rui Santos não criticou a demagogia de LFV. Acusou profissionais sérios e competentes de mentir e fez um repto aos benfiquistas: "Comparem o que se diz agora e o que se disse há três meses e vejam se dizem a verdade". Pois bem. Mais uma vez se comprova que o senhor Rui Santos se aproveita do seu mediatismo para vomitar ódio ao Benfica sem cumprir critérios básicos da profissão que exerce: investigar e cruzar informação. Que pena é haver quem ainda lhe dê crédito...

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quinta-feira, setembro 15, 2005

 

Regresso às vitórias. Não foi uma grande exibição mas ao longo dos 90 minutos o Benfica justificou sempre a vitória. No entanto, o Benfica sofreu e fez-nos sofrer, fruto de uma irritante inépcia na hora de alvejar a baliza. Ainda assim, foi o meio-campo que esteve mais desenquadrado do futebol que se exige ai Benfica. Simão e Petit estão fora de forma, Geovanni mandou o seu clone preguiçoso para dentro de campo e Manuel Fernandes continua estranhamente apático. Valeu o esforço de Nuno Gomes, a magistral exibição de Miccoli, a segurança dos centrais (os apertos por que Rocha passou foram mais da responsabilidade dos médios do que dele) e a dinâmica dos laterais (embora Nélson tenha de ser mais calmo na hora de centrar). Para já, os objectivos da 1ª volta estão cumpridos: conquistar 3 pontos. Os próximos dois jogos disputam-se fora de casa e tudo o que vier para o bolso é lucro.

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Que benfiquistas são estes? O Benfica regressou à Liga dos Campeões seis anos e meio depois de ter disputado o último jogo para esta competição. Foram 32 mil (!!!) os benfiquistas presentes no estádio. O número até está dentro das previsões dos responsáveis da SAD benfiquista mas eu não me conformo. E que não venham argumentar com o mau momento que a equipa atravessa. Quase sete anos!!! Não foi na época passada, nem há dois ou três anos, que o Benfica jogou contra o Kaiserlautem... De que serviu o esforço da construção de um estádio de 65 mil lugares se a maioria só vai à bola quando se ganha e para assobiar e acenar o lencinho ao mínimo pretexto? Que moral têm os adeptos para criticar os jogadores se passam a vida de costas voltadas para eles? Estão à espera que eles se esforcem pelos que os visitam uma vez por ano? O futebol moderno vai ganhando cada vez mais força... Já não há bola à tarde, as equipas europeias trocam um precioso dia de descanso por uma transmissão televisiva e os adeptos preferem o sofá. Agora ficam à espera que a equipa puxe por eles... Já não se sentem motivados a incentivar a equipa. Mas depois, assim que vêm um troféu conquistado, é vê-los a correr para a rua, esquecendo os apelidos insultuosos que lhes foram dirigindo ao longo da época, glorificando até treinadores a que se desejou a pior das coisas. É a hipocrisia do futebol moderno. Está cada vez mais próximo o dia em que o futebol será disputado num estúdio de televisão. E o povo rejubilará, entre o zapping com a novela e mais uma cerveja saída do congelador. Ontem, enquanto aquelas 32 mil gargantas gritavam pelo Benfica, pus-me a pensar se não seria preferível termos um estádio mais pequeno. Assim, só lá estariam os de ontem, os que querem apoiar a equipa, e mais próximos do relvado poderiam criar um ambiente infernal. Aos que lá estiveram ontem, parabéns. Os que preferiram esperar por melhores dias, podem ficar em casa. Não fazem falta na Luz!

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E que tal... começarmos a bater o pé à UEFA? Lá por fora, é raro o país onde se vê movimento às 9 da matina. A malta já tá a trabalhar. Cá, a malta começa a chegar ao trabalho a essa hora. Lá fora, às 18 já se tá em casa. Cá, começa-se a sair a esta hora. Lá fora, às 20 já se está a acabar de jantar. Cá, ainda se está na fila do trânsito. Lá fora, a Champion's joga-se às 20h45. Cá, subjugados pela UEFA, joga-se às 19h45. Mas todos comemos e ficamos calados. Uma das coisas que mais me irrita nos tripeiros é quando vêm com a lenga-lenga do G14. Até hoje, não me recordo de uma única decisão desse organismo que beneficiasse o futebol português. Até hoje, não me lembro de alguma vez o Porto ter defendido uma posição que nos benficiasse. Mas não se ilibe a FPF, ela que deveria ser a primeira a preocupar-se com a defesa dos interesses dos adeptos de futebol portugueses. Que tal começarmos pela questão horária? É que se juntarmos as nossas rotinas horárias ao excessivo controlo policial feito nestes jogos (só ontem eram 3 controlos policiais antes de entrar no perímetro do estádio), torna-se praticamente impossível entrar no estádio a horas... Basta ver que o estádio da Luz recebeu ontem 32 mil espectadores e cinco minutos antes do apito inicial eram menos de 10 mil os presentes no seu interior!! Eu, por exemplo, o primeiro lance que vi foi o remate à barra do Miccoli...

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segunda-feira, setembro 12, 2005

 

Uma noite de erros... A inclusão a titular de um jogador que fez apenas um treino com o seu treinador e companheiros. A aposta em Carlitos. A colocação de Nuno Gomes no banco. A alteração de um esquema de três avançados em triângulo para três avançados em linha. Em todas as jogadas da primeira parte, o Benfica teve quatro jogadores "presos" nos flancos, deixando um autêntico buraco no corredor central que não lhe permitiu explorar outras alternativas que não o pontapear da bola na direcção de um ponta de lança de 1, 68. A marcação à zona nos cantos!!! A precipitação de Ricardo Rocha...

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quinta-feira, setembro 08, 2005

 

Ainda o ponta de lança. As inscrições estão fechadas mas é bom que os dirigentes do Benfica não se deixem dormir. É imperativo prosseguir negociações para que a 1 de Janeiro possa estar a chegar um reforço à Luz. É que Angola já está apurada para o CAN e Pdero Mantorras será certamente convocado. Mas também Chalana deve acordar. Está na hora de recordar o seu passado enquanto treinador dos juniores e começar a chatear o Bruins Slot. É necessário promover um avançado do Benfica B com a maior urgência.

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O Calcio Rosso vai lá estar! O fim da tarde de domingo foi assinalado por uma incursão às bilheteiras do Alvalade XXI, com o objectivo de adquirir 3 ingressos para o primeiro clássico da época. O Spinafro repete assim a presença de Janeiro deste ano, enquanto eu faço a minha estreia absoluta no palco da Final da Taça UEFA. Isto depois de ter oferecido o meu bilhete para a referida final a uma ilustre sportinguista, que também nos acompanhará na noite de sábado. Após dois anos de resistencia, motivados pelo elevado preço dos bilhetes, o bichinho levou a melhor. Não que os bilhetes do próximo sábado sejam mais baratos (o ingresso da final da UEFA, que não era o mais barato, custou-me 35€; por este larguei 40€) mas, afinal de contas, este é o meu jogo preferido do ano! Regresso então ao covil do inimigo, 3 anos depois da última visita. Foi a 7 de Dezembro que vibrei, em plena Superior Sul, com os golos de Zahovic e Tiago. Para a história, os marcadores do último derby do velhinho José de Alvalade. Dos 26 jogadores que pisaram o relvado nessa noite, apenas 6 se mantêm em actividade nos velhos rivais: Moreira, Petit, Simão, Mantorras, Nuno Gomes e Nélson. ps- Porque raio continua o sporting a colocar a designação Superliga Gal Energia nos seus ingressos??

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quarta-feira, agosto 31, 2005

 

Fabrizio Miccoli. Jogador da Juventus, adepto da Fiorentina, iniciou a prática futebolística nas escolas do Milan mas terminou a sua formação no Lecce. Aponta Francesco Totti, Roberto Baggio e Rui Costa como os seus ídolos no mundo do futebol. Fez valer a sua vontade e vai jogar no clube que ambicionava. Também não é número 9 mas nem por isso deixa de ser reforço!

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terça-feira, agosto 30, 2005

 

Não é 10 mas é reforço!

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segunda-feira, agosto 29, 2005

 

Incredulidade!!! A Imprensa cai em cima de Koeman, alguns adeptos seguem a cartilha e os adversários aproveitam para gozar com o holandês. E eu, cada vez mais me convenço de nada perceber de bola... Koeman é agora criticado por tudo e por nada, com razão e sem razão, com argumentos válidos e outros imbecis. Acusam-no de colocar Simão no meio, como se o jogador nunca tivesse pisado esses terrenos antes da chegada de Koeman. Quantas foram as vezes em que vimos Camacho, e Trap, pedir para que Simão ocupasse o espaço atrás do(s) avançado(s)? Mas a amnésia atingiu a Imprensa... Depois temos o caso absurdo de Nélson. Um dos jogadores mais destacados pela Imprensa ao longo da época passada, pela sua dinâmica em campo e por actuar em ambos os flancos com igual regularidade. Quando assinou pelo Benfica, a Imprensa destacou a sua velocidade, a sua veia ofensiva e o facto de actuar sobre ambos os flancos. Mas se o Koeman o coloca à esquerda... é burro!!! Afinal, dizem os especialistas da Imprensa, que ideia é essa de colocar um lateral direito no flanco esquerdo? Mas o pormenor mais absurdo desta história é dizer-se que o Benfica perdeu por ter jogado com três centrais!!! A primeira parte do Benfica foi aceitável e nos primeiros 25 minutos viram-se combinações muito interessantes e uma estratégia que se revelou muito válida para alguns jogos caseiros (e porque não fora de casa). A equipa demonstrou profundidade ofensiva, mobilidade e boa ocupação de espaços. Por vezes, as triangulações falhavam mas isso é natural numa equipa que se ambienta a um novo sistema. Mas o Benfica jogava em cima do adversário, os defesas integravam-se bem na manobra ofensiva, tudo sem perder coesão defensiva! (o principal factor de risco neste sistema). O Benfica perdeu o jogo porque entrou mal na segunda parte e o descalabro até se deu com o regresso às estratégias do passado, com os jogadores colocados nas posições que a Imprensa considera ideais. Mas isso não interessa nada. Faça-se birra e culpe-se a inovação táctica, o tal sistema acusado de defensivo mesmo que a presença de três centrais nunca tenha resultado naquela linha defensiva de cinco unidades que víamos o ano passado, ora com o atraso de Petit, ora com um dos laterais a fechar mais dentro. O único ponto discutível na estratégia apresentada por Koeman prende-se com a utilização de Beto no flanco direito, já que o brasileiro não tem características que lhe permitam efectuar a condução de jogo em condições ideais. Tudo o resto é conversa para adensar polémicas e vender jornais. O filme é habitual. Tudo vai bem quando o Benfica ganha, tudo vai mal quando o Benfica perde. Mas dê por onde der, a Imprensa tem de lucrar. E não duvido que muitos já salivem perante a perspectiva de lenços brancos...

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A arbitragem e o anti-jogo. Os árbitros têm direito a errar. Se o fazem de propósito ou não, é assunto para discutir à mesa do café, preferencialmente munido de uma cerveja bem gelada. O que não se aceita é que se mostrem permissivos a estratégias que colocam em causa o espectáculo. Ano após ano, ouvimos os dirigentes dos pequenos clubes insurgirem-se contra a redução dos quadro competitivos. E ano após ano, alguns treinadores insistem em retirar-lhes a razão. Mas estes, e os jogadores, continuam a ser os menos culpados. Num campeonato que se faz de pontos, não podemos criticar quem luta por eles (no caso dos treinadores, uma luta acompanhada por uma constante incerteza relativamente ao dia de amanhã). Independentemente da forma. Ou alguém se vai chatear se o Benfica recorrer ao expediente em Old Trafford? A culpa continua ser de quem pactua com a situação, já que os jogadores só avançam até onde lhe permitem. Que culpa têm os gilistas se o senhor Rui Costa dá 3 minutos de desconto na primeira parte, isto depois do carro maca ter entrado 5 vezes em campo, por períodos nunca inferiores a 60 segundos? Que culpa tem o guarda-redes Jorge Batista do facto de ninguém lhe ter chamado a atenção? Aliás, o único que pode ser criticado é o Nandinho, pela forma infantil como reagiu a um amarelo que, mais tarde ou mais cedo, iria acabar por receber.

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quarta-feira, agosto 24, 2005

 

Competições europeias? Só no sofá!

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terça-feira, agosto 23, 2005

 

Benfica no 3º pote? Aquele ponto poderia ser exclamativo. O Wisla Cracóvia esteve a escassos três minutos de carimbar o passaporte para a Liga dos Campeões. Infelizmente, Papadoulos levou o jogo de atenas para prolongamento e o Panathinaikos acabou por fazer a festa. Ainda assim, os desaires de Mónaco, Sporting e Lokomotiv de Moscovo, transformam o Benfica na equipa com melhor coeficiente no pote 4. Agora, resta esperar pelos resultados de amanhã.

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sábado, agosto 20, 2005

 

Vai começar! A época 2005/2006 começa hoje para o Sport Lisboa e Benfica. E digo hoje porque nunca dei grande importância às chamadas Supertaças. Para mim, mais não são do que um jogo de pré-época. E não é por o Benfica ter ganho uma que vou mudar de ideias. A época a sério começa hoje! Ao longo dos próximos nove meses, os jogadores do Benfica vão transportar as quinas nas suas mangas e carregar consigo o peso da revalidação do título. Mas não vai ser fácil. Nem para si, nem para os outros grandes. O Sporting de Braga está hoje mais forte que na época anterior e, se o seu treinador perder o medo nos momentos cruciais, é forte candidato à vitória final. E depois há Belenenses, Boavista e Vitória de Guimarães, que mesmo não se intrometendo na luta, poderão conquistar pontos cruciais a essa decisão. O plantel do Benfica parece hoje mais forte. Saiu Miguel (na minha opinião, pela posição que ocupa, o mais dispensável do dito núcleo duro) mas as chegadas de Anderson, Beto e Karyaka, anunciam um banco mais forte. E assim, Koeman não vai enfrentar os mesmos problemas que Trapatonni quando olhar para o lado. Resta saber se terá mesma matreirice do italiano... No entanto, faltam os avançados, pelo menos um, fruto de uma excessiva megalomania da dupla Vieira/Veiga. Concordo que o Benfica precisa de um avançado mortífero para atacar a Champion’s… Mas antes, deveria ter havido a preocupação de assegurar um ponta de lança para consumo interno. E João Tomás até andou por aí solto… Agora, com os planteis praticamente fechado, o máximo a que podemos aspirar é um avançado com nome mas longe de deter a frieza necessária, e inicialmente exigida, diante das balizas adversárias. Que role a bola e que o Benfica inicie a Liga Betandwin já com uma vitória.


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sexta-feira, agosto 19, 2005

 

Miguel: o último capítulo. O jogador pediu desculpa à massa associativa do Benfica por ter arrastado o nome do clube para um imbróglio lamentável? Pouco me importa. Não é isso que vai fazer renascer o meu respeito pelo jogador. Verdadeiramente relevante é o tiro no pé que Miguel deu no final da conferência de Imprensa. Ao afirmar que foi obrigado a ler aquela declaração, Miguel acaba por reconhecer que nunca teve razão em todo este processo. (se dúvidas ainda houvessem, depois de tanta contradição do jogador e seus representantes…) Porque se a razão lhe acedesse, não teria de se sujeitar à vontade do clube. Relevante também, é constatar que as invejas continuam no universo benfiquista. Bibi voltou a tentar fazer das suas, depois de já ter interferido no negócio Ricardo ou de ter colocado Carlos Alberto no Porto. É muito triste que se continue a desejar mal ao clube por meras questões de ego.

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quarta-feira, julho 20, 2005

 

A carta de Miguel. Há pormenores perfeitamente risíveis na carta que o antigo jogador do Benfica enviou para o Estádio da Luz. O primeiro prende-se com o tal período de experiência, que serve também para avaliar a competência de Dias Ferreira. Diz o jogador: “no contrato em causa não existe qualquer cláusula que exclua o período experimental”. Acontece que as normas que regem o direito desportivo dizem precisamente o contrário: que só há lugar a período experimental se este for previsto numa das cláusulas do contrato. (remember Del Neri?) E mesmo assim, diz a lei que tal cláusula só pode ser inserida no primeiro contrato estabelecido entre as partes. Daí ser irrelevante o Miguel alegar que se tratou de um novo contrato e não de uma prorrogação do vínculo. Outro pormenor curioso prende-se com a seguinte passagem: “Estava seguro que em 20 de Novembro de 2003 havia assinado um aditamento ao contrato de trabalho e não um novo contrato”. Aqui levantam-se duas questões muito importantes. A primeira de todas é que o Miguel é burro! O Benfica anunciou a renovação do vínculo até 2008 e Paulo Barbosa até se elevou em bicos de pés para garantir que esteve sempre ao corrente das negociações. Já para não falar das declarações de Miguel à Imprensa espanhola há coisa de três semanas: “tenho contrato até 2008”. Mas afinal, de acordo com Miguel, o jogador só assinou um aditamento. Então eu pergunto porque o Miguel se queixa disto: “as condições financeiras não correspondiam ao que tinha sido negociado: o valor da remuneração anual estabelecido, para 2005/2006 era exactamente igual ao estabelecido no aditamento ao anterior contrato caducado para a época 2004/2005”. Se só negociou um acréscimo salarial a um contrato que terminava em 2005, como é que discutiu verbas para a época seguinte? Eu não percebo muito de leis mas algo me escapa aqui… Mas o momento mais hilariante prende-se com as supostas ofensas do presidente encarnado. Estive na Luz na manhã de 4 de Julho para tratar da renovação do meu cativo e bem sei o que os adeptos diziam sobre o Miguel. Talvez por isso, Luís Filipe Vieira optou por um discurso em que afastava a hostilização sobre o jogador. Quis proteger o jogador e nem assim o conseguiu (basta ler os vários blogs benfiquistas existentes por aí). Mas nem assim… O Miguel acha que até isso foi uma estratégia para o atingir: “veiculavam que eu era um coitadinho, manipulado por um empresário (…) continuaram as ofensas, dando a ideia que eu não teria a personalidade própria”. Ridículo!!! Entretanto, ficamos a saber que Dias Ferreira foi contratado no dia 27 de Junho, não porque o Miguel desconfiasse do contrato, mas para que este ajudasse Paulo Barbosa a negociar uma transferência para o estrangeiro. Aqui, há que saber ler nas entrelinhas.


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segunda-feira, julho 18, 2005

 

Triste! "Luís Filipe Vieira acusou o sócio Manuel Botto de pôr questões por má fé. Para em tom cada vez mais inflamado exortar o mesmo consócio a que não se abanasse. Frisando que ele, Vieira, também não se estivera a abanar enquanto Botto falara (sendo do conhecimento geral que Manuel Botto padece de uma especificidade que lhe provoca continuadas tremuras e o obriga a mudanças frequentes de postura). (...) intervenção do presidente da Mesa da Assembleia Geral que, por esta ocasião, interrompeu Vieira o exortou a que, de facto, esclarecesse o sócio Manuel Botto nas duas perguntas que este de forma cordata pusera (...) o tom ainda mais enérgico com que Vieira respondeu a Tinoco Faria, dizendo-lhe que já lhe tinha cortado o raciocínio e lembrando-o que ele, Vieira, é que é o presidente." Octávio Ribeiro in Correio da Manhã.

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"Escolhi-o porque é um jurista conceituado nesta área." Foi mais ou menos isto que o Miguel disse sobre Dias Ferreira, não foi? Pois. Lá conceituado é ele... por dizer alarvidades em programas de televisão. Quanto à competência... Então não é que o Miguel rescindiu hoje aquele célebre contracto que não existe mas que o advogado já tentou comprar duas vezes?

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SPORT LISBOA E BENFICA - Blog de inspiração benfiquista. A manutenção deste blog depende dos humores de Quetzal Guzman, Lupano De Spinafro e NM. Mails em calcio-rosso@nme.com